sábado, 6 de outubro de 2012

OS DIAS QUENTES...COMO AJUDAR


Com a chegada das altas temperaturas. os seu animais estão subindo  com elas o aumento da preocupação com o bem-estar dos nossos animais domésticos.
      Assim como as pessoas os animais de estimação também precisam se adaptar ao calor e a umidade. Pequenas alterações na rotina garantem a saúde de cães e gatos.
      Os cães não transpiram como nós. A respiração é a única forma de controlar o processo de refrigeração e manutenção da temperatura corpórea ideal. Por isso, quando submetidos a calor intenso ou situações de estresse os cães podem não ter condições de perder calor e entram num processo conhecido como hipertermia.
“O primeiro sinal que o animal precisa de resfriamento é quando se mostra muito ofegante. No quadro de hipertermia a temperatura corporal pode atingir até 42º C, provocando vômitos, coagulação intravascular disseminada, edemas pulmonares, paradas cardíaca e até mesmo chegar ao estado de coma,” explica Quinzani. Segundo o veterinário, os cães braquicéfalos ─ que tem o focinho curto, como os Bulldogs, Pugs, Boxers, Shitsus, Lhasas Apso, Boston entre outros, sofrem mais com as altas temperaturas devido à anatômica dificuldade de respirar e perder calor. “Por isso não devemos nunca submeter os cães a situações de intenso calor ambiental como banho e tosa, passear em horários muito quentes, ficar dentro de carros parados ou em viagem longas, e outras situações de estresse”, alerta ele. Nessa época do ano os animais devem ficar em ambiente agradável e sombreado, com água fresca disponível.” Durante o verão também é mais comum a proliferação de pulgas e infestação por carrapatos. Nesse período os banhos devem ser menos freqüentes, pois diminuem o período de ação da maioria dos produtos usados no controle dos ectoparasitas. Neste caso, manter a pelagem do animal curta ajuda na visualização dos possíveis parasitas. “Na hora do banho é preciso observar se existe ou não a presença de parasitas, possíveis lesões por picadas, áreas avermelhadas pelo corpo ou mesmo hematoma recomenda Quinzani.


 “No caso da presença de pulgas ou carrapatos deve se procurar um veterinário para fazer a indicação da aplicação dos preventivos e antiparasitários e de exames de sangue se necessário” Os braquicéfalos, aqueles de focinho curto, como os gatos persas, e cães como SHih tzu, Pugs, Buldogues, por exemplo, são os que mais sofrem.

È sabido que cães e gatos possuem raras glândulas sudoríparas. E é o suor que ajuda a diminuir a temperatura corporal no calor. Pois bem, eles as possuem somente em pouca quantidade no corpo e se concentram mais nas patinhas, entre os coxins (almofadinhas) palmares e plantares. As trocas de calor se fazem através do ar que passa nas narinas durante a inspiração e expiração.
     Nas raças com focinho muito curto, há grandes dificuldades respiratórias no calor.
 Alguns cuidados podem ser tomados para dar um puco mais de conforto aos nossos amiguinhos:

 1. Manter tosados aqueles de pelo longo, para refrescar mais ( inclusive gatos, se não forem excessivamente ariscos ou asssustados); 2. Só levar para passear muito cedo pela manhã, ou ao anoitecer; 3. Ter cuidado ao atravessar o asfalto, pois poderão ocorrer queimaduras das patinhas. Pode-se aplicar protetores a base de óleo de uva ou uréia, sendo que já existem hidratantes deste tipo no mercado pet. Podem usar sapatinhos também, mas estes tem de ser lavados todos os dias. 4. Dar banhos com maior freqüência, nem que seja apenas com água (excesso de shampoo ou sabonete podem ressecar pelos e pele); 5. Usar borrifadores em spray para aplicar água pura e fresca sobre o corpo quando estiver muito quente (não usar gelada, devido a possíveis choques térmicos); 6. Verificar se nos idoso o excesso de calor não está sobrecarregando as funções cardiorrespiratórias. Em caso positivo levá-los ao cardiologista; 7. Fornecer outras opções de alimento, patês enlatados de uso veterinário que contém mais água, sopas de legumes, frutas não ácidas, e evitar que eles fiquem em jejum muito tempo, mesmo com apetite diminuído; 8. No caso de terem andado em ruas inundadas após um temporal, ao chegar em casa dar banho com produto antisséptico, ou pelo menos as patinhas; 9. Verificar se as vacinas estão em dia, Pois no verão há maior propensão Às viroses. Tambem devido às ruas alagadas após as chuvas, há o perigo de leptospirose; 10. Fornecer água abundantemente, renovando várias vezes ao dia os vasilhames. Há animais que não têm o hábito de tomar água com freqüência. Nesse caso aconselha-se administrar com seringa, e no casos de gatos, colocar uma fonte dágua . Usar sempre água filtrada.